sábado, 27 de fevereiro de 2016

Principais Instrumentos de Costura


Agulhas: uma variedade de agulhas permite trabalhar eficazmente com uma variedade de tecidos; tenha sempre agulhas para coser, bordar, tricotar e fazer croché.
Agulhas para a máquina de costura: tenha sempre uma ou duas agulhas suplentes para a máquina de costura, no caso de alguma de se partir.

Alfinetes: alfinetes lisos e alfinetes de dama são importantes para marcar tecidos, entre outras situações.
Botões: é importante manter um pequeno stock de diversos tamanhos e cores.
Corta-fios: uma pequena tesoura para eliminar as linhas que ficam penduradas depois de cosidas.
Cortador tecido: parecido com um cortador de pizza, este instrumento é muito prático para cortar tecido e uma boa alternativa às tesouras.
Dedal: o melhor amigo da costureira, protege os dedos quando se está a coser à mão.
Descosedor: pequeno instrumento que permite desfazer costuras de forma rápida e eficaz.
Fita métrica/régua: imprescindível para assegurar todas as medidas certas nos trabalhos de costura.
Furador em aço: tem como principal finalidade furar e abrir orifícios em todo o tipo de tecidos, mesmo nos mais resistentes.
Lápis de costura: o ideal para marcar tecidos antes de os cortar e/ou alterar.
Linhas: numa variedade de cores, tenha linhas finas para tecidos delicados e linhas grossas para tecidos mais resistentes.
Passador de linhas: pequeno instrumento que auxilia na colocação da linha na agulha.
Suporte para agulhas: pode escolher entre um suporte magnético ou a tradicional almofada para agulhas – o importante é mantê-las juntas no mesmo local.
Tesouras: um kit de costura necessita de tesouras de corte de qualidade, pelo menos uma grande e uma pequena. No entanto, existem diversas tesouras com funções específicas para a costura como, por exemplo, a tesoura de recorte, cujas bordas em zigue-zague permitem aparar um tecido sem desfiá-lo.
Vincador: pequeno instrumento que permite não só vincar costuras, como endireitar cantos.
FONTE: http://costurar.com/artigos/checklist-que-deve-ter-caixa-costura




quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Como seu personagem favorito se veste?



Raymond “Red” Reddington, personagem interpretado pelo ator James Spader, do seriado norte-americano The Blacklist, NBC, está longe de ser o mocinho, mas não tira o mérito do personagem, em personalidade e em estilo. Sempre vestindo seus ternos elegantes, e chapéus, feitos especialmente para ele. Linha que segue vários personagens tanto do cinema quanto da TV, e esse estilo clássico e requintado, deixa um certo mistério sobre o personagem.

Tais trajes são obras dos alfaiates, profissão um pouco escassa devido ao grande consumo, e a industrialização. Pois, a alfaiataria não consiste em entregar o maior número de peças, e sim entregar a maior qualidade possível para o cliente. Cada peça é feita de acordo com as exigências do cliente, o que torna uma peça única, mas isso vem com um preço, devido ao trabalho ser feito artesanalmente.  

Assim como Reddington, personagens como Hannibal Lecter, tanto em suas adaptações para o cinema quanto para a TV, apresentava esse estilo clássico, elegante, esse estilo que passa sensação de superioridade. Visuais que identificam esses personagens que tanto amamos, sejam eles mocinhos ou vilões. É sempre uma questão de identidade, é sempre bom sentir-se bem com o que veste, mas se vestir bem e sentir-se bem, é melhor.

História da Agulha

Primeiras agulhas feitas com chifres e ossos de animais.  
[Clique na imagem para ver em tamanho maior]


Quando olhamos para este pequeno objeto, que por ser tão pequeno às vezes passa até por despercebido aos nossos olhos, não fazemos idéia da importância e o papel que a agulha desempenhou e vem desempenhado até os nos dias atuais servindo para diversos usos em ocasiões diversas. Pois bem, os registros datam que as primeiras agulhas foram produzidas na ultima Era Glacial, acerca de 20 mil anos atrás.

Foram descobertas agulhas que eram feitas a partir de ossos de animais, por ser um material bastante favorável a esta utilização, ela possuía um pequeno orifício e uma ponta, o orifício servia para passar a linha que naquele período era feita na maioria das vezes de couros de animais, pelos e até tripas de animais mortos. Eram usadas para fabricar as vestimentas dos homens para que assim pudessem se proteger do frio.Sendo fabricadas assim durante bastante tempo.

As primeiras agulhas que se tem registros que passaram a ser fabricadas em metal, datam do século III a.c na Alemanha, na cidade de Manching, que naquele período era ocupada pelas populações Celtas. Ou seja, esse instrumento que foi inventado a vários anos atrás e até hoje vem sendo aprimorado, é um dos instrumentos primordiais para a arte da Costura e consequentemente para o oficio das Costureiras.


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

O cinema e a Moda [O Diabo Veste Prada]

A indústria cinematográfica tenta representar como é o mundo da moda, competitividade e criatividade são os motores desse setor que movimenta milhões de pessoas e recursos financeiros, que define o ideal de beleza e elegância, mas algumas destas obras muito conhecidas mundialmente acabam que por trazer uma reflexão mais profunda acerca deste Universo que faz brilhar os olhos dos que desejam interagir com ele.

Lagerfeld Confidential


2007



Um documentário intrigante. Karl Lagerfeld, o designer que mudou a história da Chanel nas duas últimas décadas, é o tema deste documentário. Após três anos de filmagens do ícone, o diretor Rudolphe Marconi revelou as influências e o jeito enigmático de uma das personalidades mais importantes da história da moda. [http://www.mensagenscomamor.com/melhores-filmes-moda]

Valentino - O Último Imperador


2008

Em 45 anos de carreira, do pequeno estúdio em que aprendeu a costurar na França até os grandes desfiles nos maiores eventos da moda mundial, o estilista Valentino Garavani estabeleceu uma marca pessoal que sempre ignorou as tendências da ocasião. Ao seu lado, durante todo este tempo, esteve Giancarlo Giammetti, seu sócio, confidente e amante. O documentário traça um retrato íntimo de Valentino, indo encontrá-lo em sua mansão no Reino Unido no período entre a comemoração de seus 70 anos e o desfile que marcou sua despedida das passarelas. [http://www.mensagenscomamor.com/melhores-filmes-moda]

Estes são documentários sobre grandes ícones do mundo da moda, há outras obras sem o fator documental que são conhecidas por sua grande repercussão:

Coco Antes de Chanel


2009

Um filme que conta a história de uma das maiores estilistas de todos os tempos: Coco Chanel. Após enfrentar a morte de sua mãe, Chanel (Audrey Tautou) é largada em um orfanato pelo próprio pai juntamente com sua irmã. Quando nova, trabalhou em uma alfaiataria e cantava em um cabaré durante a noite. Neste mesmo cabaré conheceu o milionário Étienne Balsan, onde começam um relacionamento. Com Étienne voltando para a sua cidade, Chanel não vê perspectivas onde vive e resolve ir atrás do parceiro, pedindo abrigo em sua casa por um breve período. A partir daí, Chanel começa a desenvolver seu talento enquanto fazia roupas para o seu amado. Logo passa a usá-las também, ultrapassando os limites do amor, do trabalho e da sociedade. A frente de seu tempo, Chanel inventa a mulher moderna.[http://www.mensagenscomamor.com/melhores-filmes-moda]

E claro que não poderia faltar o famoso:

O Diabo Veste Prada


2006

Miranda Priestly (Meryl Streep) é um exigente editora-chefe de uma prestigiada revista de moda de Nova York chamada Runway. A trama se desenrola quando Andy (Anne Hathaway), uma recém formada em jornalismo, consegue um emprego que Miranda define como: "um milhão de garotas se matariam por ele". Andy se torna assistente pessoal da editora. A jornalista aguenta o tratamento bizarro e humilhante de Miranda durante um ano, na esperança de conseguir um emprego como repórter em outro lugar. Um filme que envolve comédia (e) reflexão (...).[http://www.mensagenscomamor.com/melhores-filmes-moda]


Este filme na verdade é uma adaptação cinematográfica do livro com o mesmo nome do filme, escrito por Lauren Weisberger e publicado em 2003. Lauren foi assistente de Anna Wintour que é nada mais nada menos que a editora-chefe de uma das mais conceituadas revistsa de moda, a VOGUE norte-americana. Assim como Andy Sachs (Anne Hathaway), Lauren trabalhou durante um ano na revista, aguentando a rígida e exigente chefe, Lauren se demitiu e depois escreveu este best-seller.
Quanto ao filme que faz esse reflexão sobre o mundo da moda, conseguimos compreender o quanto essa moda que está nas grandes revistas acaba sempre chegando a nós:


"Essas… coisas? Ah, ok, entendi. Você acha que isso não tem nada a ver com você. Você vai até o seu guarda-roupa e escolhe esse sweater azul folgado para dizer ao mundo que se leva muito a sério pra se importar com o que veste. O que você não sabe é que esse sweater não é apenas azul. Nem turquesa, nem lápis-lazúli. Na verdade, é cerúleo. E você também não tem a menor noção de que, em 2002, Oscar de la Renta fez vestidos cerúleos e Yves Saint Laurent fez jaquetas militares cerúleas. E o cerúleo logo foi visto em oito coleções diferentes. E acabou nas grandes lojas de departamento e, um tempo depois, em alguma lojinha vagabunda onde você, sem dúvida, o comprou em uma liquidação. No entanto, esse azul representa milhões de dólares e incontáveis empregos. E é até meio cômico que você ache que sua escolha a isente da indústria da moda quando, de fato, você usa um sweater que foi selecionado pelas pessoas nesta sala. No meio de uma pilha de coisas.” (Fala de Miranda Pristly, interpretada por Maryl Streep)


Relacionando com o tema da exposição: Essa grande moda não seria possível sem a contribuição das costureiras, muitas vezes anônimas. De alguma forma o que queremos é repassar essa mensagem de que mesmo o 'fabuloso' mundo da moda pode estar bem perto de nós e não somente nas grandes revistas e filmes estrangeiros. 


 

                               
                                               [clique nas imagens para ver em tamanho maior]

Como se veste o seu personagem?

Logo no início do livro Inferno de Dan Brown, que foi publicado em 2013, vemos o seu personagem principal , o professor universitário de História da Arte e Simbologia de Harvard, Robert Langdon. Que em uma cama de hospital é confundido como sendo britânico e não norte-americano, isso pelas suas vestimentas.
A jovem médica Sienna Brooks, o observa usando um paletó Harris Tweed e sapatos sociais, logo o considera britânico, pela preferência por alfaiataria de ótima qualidade. Langdon preocupado com o que estava acontecendo, prefere não justificar a sua preferência pela alfaiataria britânica.

Assim, como na obra, na vida cotidiana as nossas vestimentas dizem quem somos, as roupas são o nosso cartão de visitas. E se nós usamos as roupas com certas intenções, ao exemplo de mostrar quem somos, quem as produz também faz isso, cada costureira ou alfaiate tem seu método, sua técnica, que fazem com que cada peça seja única.










sábado, 13 de fevereiro de 2016

A EXPOSIÇÃO

Processo de construção da exposição

Em novembro de 2015 surgiu dentro do curso de História da Universidade Estadual Vale do Acaraú, na disciplina de Estágio Supervisionado I – Ação educativa em museus, a ideia de uma exposição museológica sobre o ofício das costureiras, que viria a expor os locais de trabalho (ateliê), como trabalham (quais seus métodos), e com o que trabalham (instrumentos). Isso devido a representatividade que o trabalho com a costura teve, e pensando também em evidenciar a diminuição de pessoas atuantes nesse ofício no mercado de trabalho, devido os processos de automação da costura e novos métodos na fabricação de roupas.
Quanto às pesquisas, se deram em Camocim, Sobral e Guaraciaba do Norte, que são os municípios a que pertencem os integrantes da curadoria. Todo o processo se deu através de entrevistas com costureiras, leituras de artigos e livros sobre costura, e pesquisa de campo referente aos objetos a serem expostos, como os instrumentos de costura (linhas, agulhas, máquinas de costura). A exposição busca sensibilizar o olhar do público para o ofício das costureiras, através da criação de um ateliê de costura de forma museológica.

A curadoria da exposição é feita por Alan Farias, Edcarlos Araujo, Romário Rodrigues e Vitória Amaral, todos alunos do 4° período do curso de História da Universidade já citada. A orientação é feita pela professora Msc. Regina Celi Fonseca Raick, ministrante da disciplina acadêmica a pouco citada. 

EQUIPE ORGANIZADORA

[Em sequência: Alan Farias, Romário Rodrigues, Edcarlos Araújo e Vitória Amaral]


Somos estudantes do Curso de História (licenciatura) da Universidade Vale do Acaraú e cursamos juntos a disciplina de Estágio Supervisionado I - Ação Educativa em Museus.

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